4 de julho de 2011

O Agronegócio e o Sucesso do Brasil no Mercado de Carnes.


A Senadora Kátia Abreu apresentou uma das palestras do Congresso Internacional da Carne, realizado em Campo Grande/MS, em junho passado. Segundo a senadora e presidente da CNA é preciso dar a devida importância a Agropecuária brasileira. "Nos últimos 10 anos, se não fosse o Agronegócio, a balança comercial brasileira seria negativa. Sem o Agronegócio teríamos um déficit de R$ 40 bilhões em 2010".

Kátia Abreu ressaltou que 90% das reservas cambiais responsáveis por manter a economia equilibrada e longe da crise vieram das exportações do Agronegócio. "O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de aves, mesmo viando ao exterior apenas 19% da nossa produção, e seguimos abrindo novos mercados devido a nossa mobilidade no sistema de produção e capacidade de atender as exigências dos compradores", comentou.



"Só tenho preocupação com a concentração dos clientes, pois isso pode nos deixar fragilizados no caso de algum embargo. É a situação que os exportadores de carne bovina estão vivendo hoje, pois quase metade da nossa produção vai apenas para a Rússia e Irã".



A senadora apresentou dados das condições de aumento de lotação da pecuária de corte. "Tecnologia e conhecimento nós temos. Nos falta crédito e políticas agrícolas condizentes com a atividade". Para ela o problema da fome não é um problema da agropecuária, mas da ausência de renda.



"Hoje a arroba está em patamares elevados, mas isso ainda não possibilitou a recuperação das crises que enfrentamos nos últimos 15 anos. Estamos apenas nos recuperando, ainda não estamos ganhando dinheiro", completou.

Citando o aumento da demanda, Kátia Abreu lembrou que em 2015, mais de 50% da população mundial estará vivendo nas cidades. "Isso vai aumentar a demanda, a exigência, a diversificação do consumo e a necessidade de pensar em fornecer facilidades para o consumidor".

Sobre a reforma agrária a senadora afirmou: "Ele sim é o responsável pelo desenvolvimento das regiões de forma natural e esse desenvolvimento acontece com adoção de tecnologia e aumento da produtividade".

Apesar do crescimento das exportações nos últimos 10 anos, Kátia Abreu frisou: "temos que agradecer todos os dias ao povo brasileiro que é o responsável pelo consumo dos produtos do Agronegócio".

Desde o início do Plano Real 25 milhões de brasileiros saíram da pobreza. A renda dos 20% mais pobres aumentou 50% e a dos 20% mais ricos cresceu 8,8% no período. Assim, o poder de compra da classe C ficou maior que o das classes A e B.



Para a senadora, a manutenção da política econômica foi a responsável pela melhor distribuição de renda. "A inflação é o pior inimigo da renda do consumidor".

"A população investe primeiro em alimento quando começa a ganhar mais. Após promover o aumento da renda é preciso fazer propaganda de nossos produtos, visando aumento do consumo interno. "Isso deve ser orquestrado pela indústria, junto as cadeias de supermercados".



Kátia Abreu finalizou afirmando: "estamos lutando para manter o volume de comida que estamos produzindo hoje no Brasil. Temos área para plantar e tecnologia para aumentar a produtividade".

Fonte: Agripoint.

2 de julho de 2011

Governo federal anuncia medidas para pequenos agricultores


Os pequenos agricultores que ocuparam na manhã desta quarta, dia 29, o pátio da Receita Federal e da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, deixaram o local. O grupo aguardava o resultado de uma reunião em Brasília que tratou de medidas para o setor agrícola.
Na capital federal, representantes dos movimentos dos pequenos agricultores foram recebidos no final da manhã pela secretaria geral do governo. Foram anunciadas de três medidas para o setor.
A primeira delas é o parcelamento de dívidas de R$ 2 mil por família referente ao crédito emergencial, que poderão ser pagas em quatro vezes até 2014. Outra é a instalação de uma equipe composta por membros do governo e dos pequenos agricultores, onde deverão ser analisadas uma série de medidas para melhorar a renda da agricultura familiar. A terceira é a prorrogação de 60 dias para o pagamento de dívidas dos produtores junto ao Pronaf, o que os tira da inadimplência e permite às famílias o acesso aos benefícios do Plano Safra.
Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Elton Weber, que está em Brasília desde o início da semana em tratativas com o governo, as medidas aliviam momentaneamente as famílias, mas não resolvem a situação.
– Precisamos de um programa mais amplo para a agricultura familiar, especialmente no que se refere à assistência técnica, para que não venhamos a sofrer com a perda das lavouras devido a problemas climáticos. Isso deve evoluir a partir do dia 20, quando iremos nos reunir com o governo em Brasília – salientou.

Fonte: Zero Hora





Manejo Sanitário do Colostro (Gado Leiteiro)

Após o nascimento, o bezerro deve permanecer junto com a mãe por pelo menos 24 horas. Sabemos que o bezerro junto com a mãe, mama entre 12 a 15 vezes ao dia. Estas mamadas permitem que o colostro passe muitas vezes pelo aparelho digestivo aumentando a superfície de contato do colostro com a parede intestinal favorecendo assim a absorção de imunoglobulinas (anticorpos). Por outro lado, podemos fornecer o colostro de forma artificial oferecendo dois litros  duas vezes por dia com intervalo próximo de 12 horas. O importante é que o bezerro ingira em torno de 10% do seu peso em colostro, nas primeiras 24 horas.  O bezerro nasce sem proteção de anticorpos contra os agentes de doenças. A forma de adquirir estes anticorpos (defesa), é ingerindo o colostro. O colostro é o primeiro produto produzido pela glândula mamária no inicio da lactação, é uma  rica fonte destes anticorpos que foram produzidos nos dois últimos meses de gestação. Após o nascimento, é imperativo que o bezerro ingira o colostro o quanto antes para que ele adquira estes anticorpos. A capacidade de absorver os anticorpos fornecidos pela mãe no interior do aparelho digestivo do bezerro é aproximadamente nas primeiras 36 horas e esta capacidade de absorção tem como pico máximo entre seis e 10 horas, quando começa a diminuir gradativamente até aproximadamente 36 horas.  A partir deste ponto o colostro continua sendo um alimento muito rico e deve ser aproveitado pelo bezerro e outros do mesmo plantel que são tratados  de forma artificial, porém perde a importância como fonte de anticorpos.
De outra forma uma das funções do colostro é ajudar na primeira descarga intestinal, isto é, ajuda a expelir as primeiras fezes que é o chamado mecônio. O mecônio são fezes amarelas pegajosas de difícil eliminação portanto sendo o colostro um leve laxante vai ajudar nesta eliminação. Neste período devemos interferir somente se houver necessidade. Na maioria das vezes, esta intervenção é desnecessária. Uma das vantagens da maternidade é a possibilidade de observação do recém nascido e qualquer problema que surgir neste local facilita o socorro.
O excesso colostro pode e deve ser dado para os outros bezerros. Neste caso ele não tem função como fornecedor de anticorpos pois bezerros mais velhos perdem a capacidade de absorção dos anticorpos mas, como alimento é até mais rico que o próprio leite. É bom lembrar que como o colostro tem uma função laxativa, para fornecer aos outros bezerros o melhor é diluir em outra quantidade de leite para não causar meles de desarranjo aos bezerros mais velhos.

Fonte: Embrapa CNPGL



30 de junho de 2011

Comprando e vendendo silagem de milho: Que valor é justo?


A silagem de milho é uma importante fonte de energia na dieta de ruminantes no Brasil e em diversas partes do mundo por reunir diversas características positivas, tais como: alta ensilabilidade, produtividade e elevado valor nutritivo.

Nos últimos anos têm se tornado comum a compra e venda de volumosos suplementares nas fazendas brasileiras, e a silagem de milho também ganha espaço neste mercado pelos motivos citados anteriormente. Diante deste cenário, é comum nos depararmos com a seguinte pergunta: "Qual é o valor da tonelada de silagem de milho?"

Discutir custo de produção na agropecuária sempre é muito polêmico, pois existem as particularidades de cada fazenda. Desse modo, abaixo segue uma linha de raciocínio para se chegar ao valor da tonelada de silagem, sem se considerar custos fixos e variáveis inerentes a cada fazenda, ou seja, o valor é obtido com base no preço de mercado do grão, acompanhado de variáveis que são importantes acerca do valor nutritivo do alimento.

A planta de milho, em geral, é ensilada com 35% de matéria seca (65% de água). Assim, a cada tonelada de silagem 350 kg é de material seco (MS). Desse montante cerca de 50% é constituído por grãos. Então a cada tonelada têm-se cerca de 175 kg de grãos. Se considerarmos o preço de mercado atual, a saca de milho está com preço médio de R$ 25,00 (R$ 416,7/t). Desse modo, o valor de grãos presente na massa seria de R$ 72,80, o que poderia ser chamado de "valor base". Portanto, caso você esteja comprando ou vendendo silagem, o valor base é de R$ 72,80/t de silagem (para o exemplo utilizado). Esse valor é considerado justo, pois acompanha a volatilidade do preço de grãos de milho e considera uma característica extremamente relevante na silagem que é a percentagem de grãos na massa, a qual tem efeito direto no valor nutritivo do alimento.

Nos Estados Unidos, as últimas cotações do valor da tonelada de silagem estão mostrando valores próximos de 44,0 dólares. Se tomarmos por base o dólar a R$ 1,70, o valor em reais seria de 74,8, o qual é muito próximo do exemplo brasileiro.
Contudo, a silagem de milho não é constituída somente por grãos, pois também há a participação da porção vegetativa (colmo, folha, sabugo e palha). Porém, não é simples valorar tal porção. Alguns pesquisadores americanos adicionam de 10 a 15% ao valor base, ou seja, a tonelada passaria a valer entre R$ 80,1 a 83,7. Esse ajuste de preço considera principalmente o preço do fertilizante.

Caso você deseje refinar o teu cálculo, outras variáveis podem ser consideradas, tais como a concentração de fibra (FDN), a digestibilidade da fibra (FDND) e a concentração de amido na massa.

Ranquear a silagem pelo valor de FDN pode ser interessante. No Programa MILK2006 (http://www.uwex.edu/ces/crops/uwforage/silage.htm) a cada unidade percentual de FDN que se adicionada a composição química do alimento, a vaca reduz 4,8 kg de leite/t de silagem. Se considerarmos o pagamento do leite a R$ 0,85, cada aumento no valor de FDN representa um aumento de valor da ordem de R$ 4,1/t de silagem. Ou a cada unidade percentual que diminui a silagem poderia ser valorizada em R$ 4,1/t. Talvez o valor de FDN igual a 50% pode ser tomado como referência no nosso país. Para exemplificar, uma silagem com 45% de FDN (5% a menos que a média) passaria a valer R$ 72,80 + 20,5 = 93,3.

Como foi comentado anteriormente, a FDND e a concentração de amido também podem ser levados em consideração e são de mais fácil entendimento quando se usa o Programa MILK2006. Porém, se torna mais difícil do ponto de vista laboratorial, pois a determinação dessas variáveis é bem mais complexa.

Perceba que o valor da tonelada pode variar de acordo com a qualidade do alimento (proporção de grão na massa; concentração de fibra). Isso é importante no nosso ponto de vista, pois silagens com diferentes composições químicas não são inseridas no mesmo "pool". Ranquear o alimento e vender/pagar por qualidade é mais justo.

Fonte: Agripoint.

Abate de frangos cresce 3,4% no primeiro trimestre e bate recorde, segundo IBGE.


Entre janeiro e março deste ano, o abate de animais no país aumentou em relação ao mesmo período de 2010, com destaque para o crescimento do abate de frangos, segundo divulgou nesta quinta-feira (30/06) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cerca de 1,3 bilhão de aves foram abatidas no período, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo intervalo do ano passado e de 3,4% na comparação com o trimestre anterior. O número de frangos abatidos bateu recorde e é o mais alto desde o início da pesquisa, em 1997.

Já o abate de bovinos teve um crescimento menor. No primeiro trimestre de 2011, foram 7 milhões de cabeças, aumento de 0,2% em relação ao mesmo período do ano passado e de 1,4% na comparação com os três meses imediatamente anteriores.

De acordo com nota do IBGE, os preços elevados da carne bovina podem ter estimulado o consumidor a optar pelas aves, o que resultou no recorde do abate de aves.

O abate de suínos caiu (-1,9%) em relação ao último trimestre de 2010, quando foi registrado um recorde. Porém, na comparação com mesmo trimestre do ano passado, houve aumento de 4,5%.

A pesquisa do IBGE também mostra que mais leite foi adquirido nos primeiros três meses do ano na comparação com o mesmo período de 2010 (4,1%), mas que a quantidade foi inferior aos três meses imediatamente anteriores (-2,1%). O volume adquirido foi de 5,4 bilhões de litros.

No período pesquisado, os estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul concentram a maior parte dos abates no país.

Fonte: Globo Rural Online.