2 de novembro de 2011

Com o Boi Na Sombra.


Pode parecer brincadeira, mas nunca um trocadilho fez tanto sentido. O célebre ditado “fulano colocou o burro na sombra”, tem tudo a ver com a pecuária brasileira. Mas ao invés do burro, criadores estão empenhados em colocar mesmo é o boi na sombra. Literalmente.

Isso porque um projeto da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) quer incentivar pecuaristas de todo o Brasil a investirem em áreas sombreadas nos pastos. Além de garantir bem-estar aos animais, a iniciativa pode gerar lucros extras com a comercialização de madeira, sem falar nos benefícios para a terra, evitando erosão.

Para João Gilberto Bento, superintendente de marketing da ABCZ, um projeto com este foco vai ajudar a transformar as áreas de pastagens brasileiras em verdadeiros bosques. Com isso, a pecuária brasileira quer mostrar ao mundo que é uma das atividades que mais pode contribuir para a proteção das florestas.

25 de outubro de 2011

Brasil Concilia Alimentos e Agroenergia.


País é o único capaz de gerar biocombustíveis sem reduzir a produção de comida.

Conciliar alimentos e agroenergia é um dos desafios do mundo para o futuro. E o Brasil é o único país que tem condições de produzir biocombustível sem comprometer o cultivo de alimentos. Isso, graças, em parte, ao avanço tecnológico que o agro brasileiro tem conquistado nos últimos anos.

A afirmação foi do chefe da Assessoria de Inovação Tecnológica da Embrapa, Filipe Geraldo de Moraes Teixeira, durante o “III Fórum Inovação – Agricultura e Alimentos para o Futuro Sustentável”, realizado em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (20).

Já para Helder Muteia, representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a preocupação é de que a produção de biocombustíveis venha a competir com o uso de terras para a produção de alimentos e também na utilização de grãos. “Sabemos da importância de buscar fontes renováveis de energia, mas é preciso pensar com cuidado nessa questão”, disse.

Resíduo de Pescado Pode Originar Produtos Como Farinha e Óleo.

Uma pesquisa realizada pela engenheira agrônoma Lia Ferraz de Arruda Sucasas, que, em abril, apresentou sua tese de doutorado no Centro de Energia Nuclear da Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba, interior de SP, apontou que a produção brasileira de pescado tem um aproveitamento de apenas 30%. As vísceras e a cabeça do peixe, que representam 70% do animal, são descartadas, gerando, além de desperdício, impacto ambiental.

A fim de solucionar o problema, Lia estudou formas de aproveitar estes resíduos, utilizando-os na composição de co-produtos como farinha de pescado, hidrolisados protéicos, silagem e óleo de peixe.

20 de outubro de 2011

Mercado de Trabalho e o Profissional Desejado no Agronegócio.


O profissional desejado é aquele que atinge resultados revolucionários, fazendo o mais simples e sustentável possível, e que busca a melhoria contínua de si mesmo e da organização que faz parte.

O mundo muda muito rápido. Acompanhar as tendências, novas tecnologias, novos modelos de gestão tornou-se primordial e praticamente uma rotina para os profissionais de todo o planeta. Talvez este dinamismo tão rápido seja uma das principais causas da seguinte situação: desemprego x falta de mão-de-obra qualificada. Como explicar porque muitas empresas têm seu crescimento comprometido pela falta de profissionais capacitados e, além disso, identificar a quantidade de oportunidades que o agronegócio oferece, tanto para produtores quanto para os profissionais do ramo?

Em recente entrevista, na Revista Agroanalysis (Número 09; Setembro de 2010), o professor da Unesp/Jaboticabal e ex-ministro da agricultura, Roberto Rodrigues, disse: “O Brasil é um dos poucos países do mundo que apresentam condições favoráveis de ampliar sua produção a ponto de gerar grandes excedentes, mas precisamos aprender a produzir barato. Quem encontrar o caminho ganhará dinheiro”. Com cerca de 200 milhões de hectares agricultáveis aliados a um clima e solo privilegiados, nosso país certamente torna-se o protagonista para a base alimentar da população mundial. O aumento do consumo de alimentos, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de países emergentes como a Índia e a China, somado ao crescimento da população mundial torna-se a grande oportunidade do agronegócio, tornando-se manchete principal de jornais e revistas pelo mundo inteiro. Este contexto resultou na preocupação de líderes e pesquisadores na produção sustentável destes alimentos, sem gerar novos impactos ambientais. O que antes era visto pelos pecuaristas apenas como um problema foi revertido em oportunidade de ganho, seja por crédito de carbono ou por dezenas de possíveis certificações agrícolas.

Rinite Atrófica em Suínos.


A Rinite Atrófica (RA) foi reconhecida pela primeira vez em 1830. É uma doença infecto-contagiosa, de alta transmissibilidade, e que se mantém no rebanho sem causar mortalidade. Classificada como uma doença endêmica, compromete animais na faixa de três a oito semanas de idade, sendo frequente nas criações confinadas em todo mundo, inclusive no Brasil.

A transmissão da doença ocorre por contato, de suíno para suíno ou através de aerossóis, por via aerógena. Matrizes, cronicamente infectadas, transmitem a doença às suas leitegadas, por contato nasal, durante o período de amamentação. Os leitões infectados se constituem em fonte ativa de infecção para outros suínos susceptíveis e disseminam a infecção nos reagrupamentos realizados no desmame e no início do crescimento.

Os leitões infectados, nas primeiras semanas de vida, desenvolvem lesões severas e tornam-se disseminadores da infecção. Outros possíveis transmissores da RA são gatos, ratos e coelhos.

15 de outubro de 2011

Alimentação de Galinha Caipira.


Na opinião do Dr. Alcides Paravicini Torres (no livro Alimentos e Nutrição das Aves Domésticas), "é difícil para o pequeno avicultor fazer uma ração bem equilibrada em proteína, energia, aminoácidos, vitaminas, minerais etc, como são as rações industrializadas.... Uma ração mal feita poderá conduzir a insucessos tais como queda de crescimento, de postura, muda extemporânea etc".

Na criação de galinhas caipiras, o balanceamento fica ainda mais complicado pois há também uma grande variação dos requisitos nutricionais dos animais (em função do ambiente) e da composição dos alimentos que as aves dispõem.

Devido a essas grandes variações, a Cati não pode recomendar uma dieta básica para a criação caipira de galinhas em postura. Nesse caso, recomendamos formular uma dieta empírica, a ser adotada com bom-senso.

Pecuária Brasileira é Destaque em Tecnologia e Sustentabilidade.


O crescimento da pecuária brasileira sempre foi contestado por ambientalistas, por ser uma atividade que incentivava desmatamentos e sem planejamentos adequados. Mas hoje este cenário mudou, a pecuária brasileira está cada vez mais inovando em tecnologia e qualidade, aliando atividades sustentáveis para se obter sucesso na produção.

“É preciso desconstruir o estereótipo do boi no mato queimado que quiseram transformar na verdade única sobre a pecuária brasileira. Temos que mostrar as histórias de uma pecuária de sucesso, empenhada em melhorar cada vez mais”, disse Fernando Sampaio, diretor de sustentabilidade da ABIEC.

Esta falta de informação está deixando o Brasil, “queimado’’ nos outros países, principalmente os europeus, que acham que até hoje a pecuária é rústica e sem técnica em toda sua cadeia de produção, do campo ao abatedouro. Segundo Fernanda Tavares Canto Lima, que defendeu sua tese de mestrado nesse tema, quanto mais o consumidor conhece a produção, mais se sente seguro ao comprar carne. Ainda de acordo com ela, a falta de informação dos consumidores na Europa prejudica a carne bovina do Brasil. “As pessoas ainda acham que a pecuária brasileira é a responsável pelo desmatamento da Amazônia.”

Fonte: Revista Agropecuária.

13 de outubro de 2011

PIB Agropecuário Cresce 4,85% no Primeiro Semestre de 2011.


O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária cresceu 0,61% em junho, elevando para 4,85% a expansão do PIB do setor primário no primeiro semestre de 2011 na comparação com o mesmo período de 2010. Os dados foram divulgados em estudo realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A pesquisa, elaborado em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), mostra que o aumento do volume produzido e a elevação dos preços médios de alguns produtos agrícolas, como algodão, café, milho, laranja, soja e carne bovina, justificam o crescimento do PIB do setor.

A avaliação da CNA e do Cepea aponta que o segmento agrícola vem impulsionando o bom desempenho do setor básico, enquanto as taxas de crescimento da pecuária, ainda que positivas, acabam por frear o ritmo de crescimento da agropecuária.

O crescimento agrícola foi de 0,90%, em junho, o que ampliou para 6,75% o desempenho positivo no ano. Na pecuária, o crescimento ao longo de 2011 foi menos expressivo, mas também positivo, com taxas de expansão de 0,22%, em junho, e de 2,43%, no acumulado dos seis primeiros meses do ano.